Arquivo para September, 2005




Friday, 16 de September de 2005

Nunca babe numa garota

yuri vieira, 12:58 pm
Filed under: Umbigo, colírio
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Estou sempre prometendo a mim mesmo que jamais voltarei a babar numa garota. E sempre acredito em mim. Todos sabem: o mercado do amor baixa o valor de quem muito se oferece. E eu sou mestre em não me oferecer. Mas às vezes é inevitável. Principalmente quando se está tomado pelo Máscara ou pelo Mister Hyde… Pois é, babei numa figura e ela ficou nojenta. Mulheres lambuzadas de saliva virtual - ainda que da nossa própria saliva - são sempre nojentas, intragáveis. :P

Thursday, 15 de September de 2005

Na Vila

yuri vieira, 11:20 pm
Filed under: Avisos, Viagens
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O blog anda meio devagar esta semana pois estou em São Paulo, na Vila Madalena, hospedado na casa do meu bróder Rodrigo Fiume, subeditor do caderno Vida& do Estadão. E o cara não tem internet em casa!!! Bom, estou vendo se meu destino vira uma esquina. Se for da vontade da Primeira Fonte e Centro, é claro…

Tuesday, 13 de September de 2005

Atenção, cariocas: profecia apocalíptica

yuri vieira, 6:20 am
Filed under: Avisos, especulativas, extraordinárias
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Já escrevi antes sobre o clarividente Dr. Jucelino Nobrega da Luz. Ele supostamente descobriu, em sonhos, o esconderijo do Saddan Hussein, previu o Mensalão, o assalto ao Banco Central, em Fortaleza, e assim por diante. E ele costuma descrever tais previsões em cartas que são registradas em cartório. (Embora grande parte delas tenha sido retirada do site da Ufogenesis, sabe-se lá por quê.) Agora o cara caprichou: previu o, digamos, apocalipse do Rio de Janeiro. Tudo começará com uma seqüência de chuvas muito fortes, depois um tornado e, finalmente, dentro de aproximadamente dois anos, uma erupção nas Ilhas Canárias causará um Tsunami com ondas de até 150m de altura. O Rio, entre outras cidades, será devastado, mas o pior é que, após a catástrofe, os traficantes dominarão morro abaixo a ex-cidade maravilhosa e iniciarão um verdadeiro Armagedom contra o Estado. Guerrilha pura. Se os americanos estão tendo tantos problemas com New Orleans e suas ganguezinhas, imagine só o que não rolará no nosso rico e organizado paisinho. Claro, por enquanto tudo está no nível da especulação. E daria um bom filme. Mas parece que o cara tem acertado. Ou será que não? (Informação da Carol GataLôca.)

Monday, 12 de September de 2005

Colonização da América

yuri vieira, 9:39 am
Filed under: Ciência, Livro de Urântia
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A ciência continua suas especulações em torno da data em que se iniciou e finalizou a migração através do estreito de Bering. Alguns afirmam que os povos começaram a chegar da Ásia por volta de 12 mil anos atrás, outros 13, 14 ou 24 mil. Mas todos concordam que a migração é mais antiga do que se supunha. (Veja aqui.) Já o Livro de Urântia afirma que já se passaram 85.000 anos desde que os últimos homens cruzaram a antiga passagem de terra do estreito.

Bad Science

yuri vieira, 9:18 am
Filed under: Ciência, sites
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O blog Bad Science é uma espécie de Observatório da Divulgação Científica. Interessante. Aliás, aqueles meus amigos que adoram apontar elementos de pseudociência em alguns dos meus textos irão adorar. Mas que a imaginação é a avó da ciência, ah, isso é. Respeitem os mais velhos!

Jô, o garotinho da mamãe

yuri vieira, 9:11 am
Filed under: Mídia
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Hermelino Neder, compositor e professor de música, em sua coluna, na Folha de São Paulo:

“Deduzi que exaltar qualquer feito ou fala da criança, na presença dela, poderia favorecer a necessidade da fama, de ser comentada sempre, de ser veiculada primeiro na mídia doméstica, depois na grande mídia. Minha mulher acha que o Jô Soares parece um garotinho gordinho exibidinho, o orgulho do papai e da mamãe. Dance, filhinho, para a dona Maricotinha ver, toque bongô, como é que fala ‘eu te amo’ em inglês? E em francês? Minha mulher é malvada.”

Lula e Gushiken contra Casseta&Planeta

yuri vieira, 2:19 am
Filed under: Humor, Política
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No site da Primeira Leitura:

Na edição deste domingo do jornal Correio Braziliense, o humorista do programa Casseta e Planeta(TV Globo) Marcelo Madureira conta em entrevista ao repórter Luiz Carlos Azedo que o grupo recebeu “recado velado de desagrado” do presidente Lula. A mensagem foi repassada por ninguém menos que a primeira-dama Marisa Letícia, em evento no Palácio Alvorada. “A dona Marisa fez uma colocação meio impertinente. O Cláudio Manoel respondeu à altura”, contou Madureira – o jornal não revela nem os detalhes da impertinência nem da resposta. Segundo Madureira, desde que o programa existe, há 14 anos, “todos [os presidentes] foram sacaneados democraticamente, na mesma medida, na mesma proporção das sandices e babaquices que fizeram”. Porém, de Sarney para cá, “curiosamente, o único que mandou recado”, foi Lula. Outro que reclamou das piadas do programa foi Luiz Gushiken. “Na época do [personagem] Luiz Eskudeskem chegaram recados também”, contou o humorista. Para Madureira, “aquelas manobras que houve na regulamentação da Agência Nacional de Cinema e na [tentativa de criar] o Conselho de Jornalismo eram para tentar cercear ou controlar a imprensa e o meio artístico”.

Saturday, 10 de September de 2005

Limite

yuri vieira, 4:22 pm
Filed under: especulativas, livros
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Ana agora cursava uma escola de línguas na Inglaterra. Falou, “Eu queria escapar da língua portuguesa. Sentia que era isso que fazia do meu avô um homem tão limitado. Ele não tinha uma verdadeira idéia do mundo. A única coisa em que podia pensar era em Portugal, África portuguesa, Goa e Brasil. Na sua cabeça, por causa da língua portuguesa, todo o resto do mundo foi filtrado, excluído. E eu não queria aprender o inglês da África do Sul, que é o que as pessoas aprendem por aqui. Queria aprender o inglês inglês”.
(Meia Vida, V.S. Naipaul.)

Câmara imunda

yuri vieira, 2:38 pm
Filed under: Humor, Política
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Realmente, a Câmara dos Deputados anda uma sujeira só

Não se irrite!

yuri vieira, 4:20 am
Filed under: Cotidiano, escritores
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Os dois, no boteco:

“Eu sempre sigo o conselho do Fernando Pessoa.”

“Que conselho?”

“Aquele: ‘Irritar é também uma forma de agradar. Toda criatura que gosta de mulheres sabe disso e eu também o sei’.”

“Por que ele diz eu também? Ele era bicha por acaso?”

“Homossexual talvez, bicha não.”

“Pois então! Ele tinha era um caso com o Álvaro de Campos…”

“Eram a mesma pessoa, idiota!”

“Claro que não, eles só inventaram essa história de heterônimo pra não chocar a sociedade. Ficava um sentando no colo do outro.”

“Que absurdo! Você só fala merda.”

“O Ricardo Reis adorava uma suruba gay. Os três não saiam da quinta do Caeiro…”

“Puts, quanta besteira…”

“Que foi? Tá irritado, é? Não posso falar assim do seu mestre?”, disse o outro, colocando a mão no joelho do primeiro.

“Qué isso, meu chapa? Pirou, é?”, e deu um empurrão no companheiro de mesa, que caiu estatelado para trás, um copo na mão, às gargalhadas.

Friday, 9 de September de 2005

Por que canto tão bem no chuveiro?

yuri vieira, 7:48 am
Filed under: Ciência, música
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Na internet encontramos respostas até para esta pergunta. Quer saber por quê? Clique aqui.

Tempo é Arte

yuri vieira, 2:16 am
Filed under: Arte, cinema
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No filme Tão perto, tão longe, de Wim Wenders, a certa altura vemos, num muro de Berlim, a frase “Zeit ist kunst”, isto é, “Tempo é Arte”, o mesmo lema do calendário Maya. Wim Wenders e aprendenders…

Thursday, 8 de September de 2005

Raves

yuri vieira, 6:41 am
Filed under: baladas
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Recebi o email de um amigo me indagando por que nunca falo sobre raves. Sim, ele sabe que apenas entre 1996 e 1998 fui a mais de trinta festas, uma média de 1,25 por mês. Raves em São Paulo, no litoral norte, na Bahia, em Minas Gerais, na Chapada dos Veadeiros, em Brasília e Goiânia. Sim, altas baladas. Mas não vou simplesmente dizer que ando desiludido com a “cena”, já que agora tudo o que vemos são megaraves infestadas de traficantezinhos e neguinhos travados de tanto a, e, i, o, u… Claro, ainda rolam boas festas aqui e ali, algumas muito bem organizadas. (Pra ser sincero, tenho saudades das private parties com menos de 300 pessoas.) Sim, também é verdade que fiquei um tanto traumatizado depois que uma ex-namorada minha (e também ex do Raul Seixas, imagine), mais velha que eu doze anos, numa rave em São Paulo (não me lembro qual), misturou cerveja com ecstasy e sofreu uma parada cardíaca nos meus braços. Ah, como poderia esquecer? Uma linda manhã de céu muito claro, sol brilhante de inverno, árvores agitadas por uma aragem fria e eu na beira da estrada de terra fazendo massagem cardíaca e respiração boca-a-boca na minha branco-arroxeada companheira… Foi foda. As pessoas passavam, cochichavam e deviam acreditar que aquele era o casal mais louco e azarado da noite. Talvez tivessem razão. Ao menos ela não morreu e o médico receitou lá seu remédio, proibindo-a de fumar, entre outras coisinhas mais. Isso foi em 1998. (Ainda bem que fiz um curso de socorrismo em 1990.) Nunca mais quis viajar numa dessas festas. Mas também não é por isso que não tenho escrito sobre raves. Qualquer dia contarei causos tais como o dia em que a polícia parou a mim, ao Dante Cruz, ao DJ Rica Amaral (criador da XXXperience) e à sua então namorada, Jennifer Vaz (que foi capa da revista Trip), quando nos encaminhávamos à rave da Arte Cidade, organizada pela Érika Palomino nas ruínas da fábrica Matarazzo. A polícia agiu de forma tão apavorante que fiquei calmíssimo, afinal, estávamos limpos e não devíamos nada a ninguém. Desmontaram o carro do Rica inteirinho, no fundo no fundo, apenas para sacaneá-lo diante da linda namorada. Aliás, o Rica sempre foi o cara mais CDF das raves. Odontólogo por formação, capoeirista de coração, a droga mais forte que ele costuma consumir é xarope de guaraná e água. Existem ravers e ravers… E sobre isto falarei mais em meus contos do LSDeus, para os quais, enfim, estou reservando essas histórias.

Os livros do Coronel Kurtz

yuri vieira, 6:14 am
Filed under: cinema, livros
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Alguém notou quais eram os livros lidos pelo Coronel Kurtz no filme Apocalipse Now? From the ritual to romance, de Jessie L. Weston, The Golden Bough, de James G. Frazer e, claro, a Bíblia…

Sheldrake

yuri vieira, 5:38 am
Filed under: Ciência, Livro de Urântia, especulativas
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O tal cientista que afirma ser o cérebro um receptor da mente - e não um produtor ou gerador da mente - é o Rupert Sheldrake, PHD. Claro que os cientistas mais ortodoxos acham isso um absurdo, daí a teoria dos Campos Morfogenéticos do Dr. Sheldrake estar entre os verbetes do The Skeptic’s Dictionary. Bom, o Livro de Urântia atribui a mesma função ao cérebro e também se encontra no mesmo dicionário, assim como nele também são citados a acupuntura, a projeção astral, Edgar Cayce, Freud, o livre arbítrio, o I Ching, Jung, Deus…

Memética

yuri vieira, 5:23 am
Filed under: Ciência, especulativas
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Embora eu não tenha ainda todos os dados necessários para uma crítica mais bem fundamentada, o pouco que já li sobre a tal “teoria memética”, na internet, só me deixa decepcionado. O que li até agora só me leva a crer que se trata de mais um reducionismo materialista. A cibernética, por exemplo, até poderia ser encarada da mesma forma, mas, em sua equação, ela tem abertura para a Vontade. Já a memética vê a mente humana como um sistema formado meramente pelo Entendimento, este, aliás, em sua forma mais básica, a memória. Não aceita qualquer possibilidade de livre-arbítrio. Quem acredita numa teoria assim deve fatalmente acreditar que o computador um dia superará o homem em inteligência, o que é absurdo, já que inteligência não é apenas “memória em movimento” e a Vontade, por sua vez, não pode ser criada pelo homem. Na verdade, até o Krishnamurti refutaria essa memética. Porque, se formos interpretá-la através dele, poderíamos dizer que todo aquele que se deixa condicionar e contaminar por “memes” não são senão autômatos, homens mentalmente mórbidos. O homem são, integral, seria aquele imune a memes. Mas a memética não parece aceitar essa possibilidade. Para ela, qualquer pensamento dominante, “visão de mundo”, ideologia, fé, etc., não passa de um meme mais resistente e adaptado que o outro, tal como a condição que Darwin apregoava aos animais “mais fortes” que sobrevivem aos demais na evolução das espécies. Aposto que o tal cientista que considera o cérebro um receptor e não um produtor da mente (vou descobrir quem é) não iria aceitar semelhante teoria.
(De um email ao amigo Paulo Paiva.)



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