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	<title>Comments on: O eterno retorno ao Centro</title>
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	<description>blog do escritor yuri vieira e convidados...</description>
	<pubDate>Wed, 03 Dec 2008 22:56:13 +0000</pubDate>
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		<title>By: Ricardo Pereira Lima Haddad</title>
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		<dc:creator>Ricardo Pereira Lima Haddad</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 07 Jan 2006 17:04:42 +0000</pubDate>
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		<description>Acabo de ler esse seu texto. Gostei. O centro de São Paulo tem o mesmo significado para mim. Inúmeras incursões eu fiz por suas galerias, seus sebos, suas lojas, seus intestinos. Tinha também perto de 14 anos. Não, acho que já tinha quase 15. Não importa. O ano era o longínquo 1972, quando ele ainda não era tão sujo, tão caótico, tão Bangladesh. Nas poucas vezes que tenho a oportunidade de revisitá-lo ainda reconheço-o, apesar da crosta. Não saberia especificar o tanto de coisas que procurava por lá. Tantas, afora as vezes que lá ia para apenas ir "à cidade". Eu sabia que, ao chegar lá, logo meus olhos encontrariam aquilo que procurava, sem sabê-lo. Estou fora faz milênios e, engraçado, gosto muito da minha querida Piratininga, que os séculos fizeram virar S. Paulo, mas a saudade que sinto do seu centro é muito maior. Quando subo as escadas da estação república, que me levarão à Avenida Ipiranga, perto da 24 de Maio, começo a sentir meu coração se agitar, um friozinho na barriga, uma sensação de que estou chegando na cidade de São Paulo. Sim, cidade, pois era assim que o centro era chamado nas décadas de 60 e 70. Só os paulistas da capital e de Santos, que eu saiba, chamam(chamavam!) o centro desse jeito("Pai, vou à cidade, quer alguma coisa de lá?"). Faz poucos anos que percebi que agora a(o) chamam de centro, termo que usávamos, sim, mas raramente. Como já comentei no começo, agradou-me o seu texto e, mais do que isto, me deu uma enorme vontade de derrotar a minha abismal preguiça, tomar um banho, me vestir e ir até a rodoviária pegar o primeiro ônibus para "a cidade". Abraços.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Acabo de ler esse seu texto. Gostei. O centro de São Paulo tem o mesmo significado para mim. Inúmeras incursões eu fiz por suas galerias, seus sebos, suas lojas, seus intestinos. Tinha também perto de 14 anos. Não, acho que já tinha quase 15. Não importa. O ano era o longínquo 1972, quando ele ainda não era tão sujo, tão caótico, tão Bangladesh. Nas poucas vezes que tenho a oportunidade de revisitá-lo ainda reconheço-o, apesar da crosta. Não saberia especificar o tanto de coisas que procurava por lá. Tantas, afora as vezes que lá ia para apenas ir &#8220;à cidade&#8221;. Eu sabia que, ao chegar lá, logo meus olhos encontrariam aquilo que procurava, sem sabê-lo. Estou fora faz milênios e, engraçado, gosto muito da minha querida Piratininga, que os séculos fizeram virar S. Paulo, mas a saudade que sinto do seu centro é muito maior. Quando subo as escadas da estação república, que me levarão à Avenida Ipiranga, perto da 24 de Maio, começo a sentir meu coração se agitar, um friozinho na barriga, uma sensação de que estou chegando na cidade de São Paulo. Sim, cidade, pois era assim que o centro era chamado nas décadas de 60 e 70. Só os paulistas da capital e de Santos, que eu saiba, chamam(chamavam!) o centro desse jeito(&#8221;Pai, vou à cidade, quer alguma coisa de lá?&#8221;). Faz poucos anos que percebi que agora a(o) chamam de centro, termo que usávamos, sim, mas raramente. Como já comentei no começo, agradou-me o seu texto e, mais do que isto, me deu uma enorme vontade de derrotar a minha abismal preguiça, tomar um banho, me vestir e ir até a rodoviária pegar o primeiro ônibus para &#8220;a cidade&#8221;. Abraços.</p>
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