Arquivo para August, 2005




Saturday, 27 de August de 2005

Pat Robertson e Hugo Chaves

yuri vieira, 2:34 am
Filed under: Política, Religião
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Esse Pat Robertson, o pastor gringo, é mesmo um trapalhão. Tudo bem, o Hugo Chaves é um pé-no-saco e merecia umas férias bem longas numa prisão, mas, puts, pregar a eliminação do cara não condiz senão com um negativo do Bin Laden. (Cópia em negativo porque Binzinho e Huguinho devem ser muy amigos e, por isso, se Patinho fosse uma cópia exata, certamente defenderia o protoditador venezuelano.) Mas o mais louco que ouvi sobre o tal pastor foi sua teoria de que a acentuada ocorrência de furacões no sudeste dos EUA não é senão um castigo divino devido à grande quantidade de homossexuais na região. (!) Pode? Se ele fosse mais “esperto”, teria organizado e financiado uma Parada Gay na Venezuela, bem juntinho do palácio do governo do señor Chaves. O Deus das Batalhas em que acredita daria conta do resto.

Friday, 26 de August de 2005

Esquerda fashion week

yuri vieira, 4:25 pm
Filed under: Imprensa, Política
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“Os mesmos artistas que não vacilam um segundo sequer em culpar George W. Bush por qualquer espirro dado por um soldado americano a dezenas de milhares de quilômetros da Casa Branca têm se mostrado extremamente cuidadosos quando o assunto é prever as relações entre o nosso presidente e a realidade que o cerca, incluindo-se aí o esquema político-eleitoral-financeiro que o conduziu ao poder e o manteve governando até agora. Muitos desses artistas são os mesmos que, por bem menos, esperneavam pelo impeachment de Collor ou de Celso Pitta. São figurinhas carimbadas da bravataria nacional.

“Artistas engajados sabem, enfim, onde, quando e em quem bater, embora se importem bem menos com os porquês fundamentais. Na crise atual, têm adotado um comportamento contraditório: ao mesmo tempo em que condenam a corrupção, fecham os olhos para os corruptos, com medo de enxergarem alguém conhecido. Alguns se dizem decepcionados, outros botam a culpa no “sistema político” (como se este fosse o mesmo que o clima, como se não fosse resultado direto da ação dos homens), na administração anterior, ou simplesmente se calam. Poucos parecem ter coragem de vestir carapuças.”
(Daniel Sant’Anna, no Mí­dia Sem Máscara.)

Vale a pena ler o restante do artigo, que comenta mais especificamente o comportamento de alguns artistas e veículos, digamos, mudernos.

Por conta própria

yuri vieira, 6:20 am
Filed under: literatura
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«A todos os meus melhores alunos de graduação eu digo para não cursarem pós-graduação. Façam qualquer outra coisa, garantam a sobrevivência do jeito que for, mas não como professores universitários. Sintam-se livres para estudar literatura por conta própria, para ler e escrever sozinhos, porque a próxima geração de bons leitores e críticos terá de vir de fora da universidade.»
Harold Bloom

Até tu, Dostoiévski?

yuri vieira, 12:05 am
Filed under: colírio, escritores, fotografia
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Até tu, Dostoiévski?

Thursday, 25 de August de 2005

Bandidos

yuri vieira, 11:14 pm
Filed under: Humor, Política
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Estão ambos sentados à mesa. Ele lê o jornal, ela, uma revista.
Ela: “Nossa! Você viu que eles vão clonar o Bandido?”
Ele(surpreso): “Clonar o Lula?!!”
Ela(rindo): “Não, bobo, o Bandido, aquele boi da novela…”
Ele(aliviado): “Pô, que susto você me deu!”

Wednesday, 24 de August de 2005

Marc Chagall

yuri vieira, 7:45 pm
Filed under: Arte, plásticas
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Ressurreição - Marc Chagall“Tudo pode mudar em nosso mundo desmoralizado exceto o coração, o amor do homem e seu empenho em conhecer o divino. A pintura, como toda a poesia, tem uma parte no divino; as pessoas sentem isso hoje, do mesmo modo que costumavam sentir outrora. Que pobreza cercou minha infância, que provações experimentou meu pai, com seus nove filhos! E, no entanto, ele estava sempre cheio de amor e, à sua maneira, era um poeta. Marc Chagall Foi através dele que pressenti, pela primeira vez, a existência de poesia neste mundo. Depois senti-a durante as noites quando contemplava o céu escuro. Aprendi então que também existia um outro mundo. Isso fez brotar lágrimas em meus olhos, tão profunda foi a comoção que se apossou de mim.”
Marc Chagall

Como a cozinheira

yuri vieira, 7:12 pm
Filed under: literatura
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“Sempre acreditei que toda versão de um conto é melhor que a anterior. Como saber então qual deve ser a última? É um segredo do ofício que não obedece às leis da inteligência mas à magia dos instintos, como a cozinheira que sabe quando a sopa está no ponto.”
Gabriel García Márquez

Vaias

yuri vieira, 6:50 pm
Filed under: Política
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“Em junho, achavam Lula ruim ou péssimo 22% dos entrevistados pelo Ibope; variou, dentro da margem, para 24% em julho e cresceu para 31%. Lula fez o chamado “x negativo”, vale dizer: o número dos que o acham ruim ou péssimo (31%) está acima daqueles que o vêem como bom ou ótimo (29%). Seu saldo, pois, é 2 pontos negativos. Em julho, ainda tinha 13 positivos. Uma variação de 15 pontos em três meses. Pesquisólogos afirmam que, quando se faz este “x”, a personalidade pública já não pode comparecer espontaneamente à rua sem risco de ser vaiada. É por isso que Lula só comparece agora a eventos rigorosamente controlados.”
Reinaldo Azevedo, no Primeira Leitura

Tuesday, 23 de August de 2005

Passeata virtual

yuri vieira, 1:14 pm
Filed under: Política
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Pensei que o tal protesto virtual já estava chegando lá, em Brasília. Mas ainda falta muiiiita gente.

Viver de literatura?!

yuri vieira, 3:07 am
Filed under: Avisos, literatura
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Taí um artigo do Julio Daio Borges bastante lúcido e pertinente. Concordo plenamente com ele. Literatura não é mesmo profissão ou ganha pão e, de modo geral, só faz conspirar para nossa desgraça financeira. Embora o escritor - como qualquer pessoa - tenha lá seu karma a ser queimado, isso nada tem a ver com a literatura, que é dharma, um apelo celeste. Escreve quem sabe se ajoelhar.

Monday, 22 de August de 2005

Ai, mulher!!

yuri vieira, 4:57 pm
Filed under: Cotidiano
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Um amigo meu (na época estudante de antropologia) estava discutindo com sua namorada (formanda em psicologia) no apartamento dela, na Asa Norte, Brasília. Ele, que professava um certo, digamos, chauvinismo travestido de cinismo, tentava defender sua mania de se dedicar à amizade com garotas mais bonitas e fofas do que ela. Do boteco próximo, subia uma seqüência sem fim de sambinhas que insistiam em entrar pela janela. A garota, claro, tentava interpretar o discurso do namorado à luz (negra) de Freud e Lacan. A certa altura, ela, muito irritada, gritou: “Você tá achando que sou idiota?! Você tá pensando que eu sou o quê afinal?!!” E o sambinha, imiscuindo-se no calor da disputa: “Você não passa de uma mulher! Ai, mulher!!” E meu amigo caiu na gargalhada, tendo de sair dali a correr, sob uma chuva de cinzeiros, vasinhos, copos…

Era uma ironia…

yuri vieira, 4:35 pm
Filed under: Imprensa, Política
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Na minha crônica Sinhozinho Lula, eu comparei o possível comportamento de Lula ao de Sinhozinho Malta da novela Roque Santeiro. Mas, obviamente, tal analogia não passou de uma ironia: para mim está mais do que claro que Lula, além de saber de todas as safadezas do PT, foi ainda seu verdadeiro mentor. Mas para o empresário lulista Oded Grajew - um desses que ganham a vida fabricando as cordas que irão enforcá-lo - Lula realmente agia como o famigerado coronel de Dias Gomes. Veja o que ele responde, na revista Época desta semana, à pergunta O Lula sabia da corrupção?:

Acho que não sabia. Espero. (…) O Lula tem um estilo que é bem assim. Pode ser bom, pode ser ruim, mas eu via o Lula dizer: “Zé (Dirceu), essa lei é muito importante. Você tem de fazer com que ela passe”. Aí, depois, o Zé dizia: “Passou”. Mas o Lula não perguntava como ele tinha conseguido.

É ou não é exatamente o que escrevi? Palavra por palavra. Agora, cá entre nós, dizer que não sabe se isso é bom ou ruim é de uma falta de vergonha na cara sem limites. Realmente a má consciência é um pré-requisito para se ser um estatólatra.

Fotos de Brasí­lia

yuri vieira, 4:13 pm
Filed under: exteriores, fotografia
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Neste site, há bonitas fotos de Brasília - provavelmente a única capital do mundo dentro de um “condomínio fechado”-, a maioria assinada por Augusto Areal. Finalmente encontrei imagens que me deixam com saudade…

Saturday, 20 de August de 2005

The Meatrix

yuri vieira, 2:32 pm
Filed under: Avisos, Cotidiano
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Moopheus
Você conhece The Meatrix?

Raymond Abellio

yuri vieira, 12:06 pm
Filed under: literatura
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Trechos de uma entrevista concedida por Raymond Abellio - autor de “Os olhos de Ezequiel estão abertos” (1944) e “O Fosso de Babel” (1962) - a Vintila Horia:

“Neste livro (O Fosso de Babel), fenomenologia confunde-se com o problema da criação novelesca. Por outras palavras, o ‘eu transcendental’ da personagem central, que afirma ‘eu’, é um ‘eu’ universal, em oposição ao romancista que pretende alhear-se dos seus heróis. O meu ‘eu transcendental’ penetra nas personagens por todos os lados, outorgando-se desta maneira o direito de ter delas perspectivas absolutas.”

“Não creio numa síntese Ocidente-Oriente a curto prazo sem o advento de um tremendo conflito que precederá essa síntese, tal como o problema se apresenta neste momento.”

“O romance autêntico é o romance metafísico.”

“O romancista metafísico tende a escrever sempre a mesma obra. É como o diamante. Trata-se da mesma pedra, todas elas se parecem entre si. Contudo, cada uma implica uma beleza diversa e é outra efetivamente em relação às demais.”

Tá difícil, Nélson…

yuri vieira, 11:33 am
Filed under: escritores, especulativas
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“No ano 2010, o Brasil será maior que os Estados Unidos, a Rússia e qualquer outro. O Brasil é que dirá a grande Palavra Nova.” (Nélson Rodrigues)



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