Arquivo para May, 2005




Thursday, 12 de May de 2005

Avestruz é pirâmide

yuri vieira, 8:03 am
Filed under: Cotidiano
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No começo deste ano, em Alto Paraíso de Goiás (Chapada dos Veadeiros), enquanto ajudava o Pedro Novaes a rodar seu documentário, conheci um norte-americano que trabalha com finanças em Wall Street. (Que lugar pra encontrar um cara desses!) Pois é, falamos a respeito da famigerada Avestruz Master e ele me disse: “Ostridge? É pirâmide. Lá na America também tem isso. Mais cedo ou mais tarde quebra…” E eu que já estava pensando em me meter nisso. Tenho amigos que compraram carros, apartamentos e casas com o tal “investimento”. Mas a pirâmide já deve estar ruindo… (Será que se o negócio quebrar mesmo - o cara é de Nova York mas é humano, pode estar errado - quem tiver ganhado dinheiro com isso, mesmo acreditando ser pirâmide, como alguns que conheço, merecerá ficar com peso na consciência? Dinheiro com karma…)

Friday, 6 de May de 2005

Sanatório do escriba

yuri vieira (SSi), 4:36 am
Filed under: este blog
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Como já disse, este site mudará de nome de acordo com o astral do momento, tentando manter sempre o conceito: kara (autor) e loka (mundo, plano, lugar). Hoje, após os papos mirabolantes da última festinha, ele se chama o Sanatório do escriba

Thursday, 5 de May de 2005

Boris Casoy

yuri vieira (SSi), 10:14 pm
Filed under: Imprensa
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Ainda bem que nós temos o Boris Casoy…

César Maia

yuri vieira (SSi), 6:19 pm
Filed under: Política
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“A principal crítica do prefeito foi quanto aos gastos do Executivo Federal. César Maia citou os gastos com as residências do gabinete do presidente e a criação de cargos de comissão para militantes

“O que estão fazendo com o estado em nível federal, colocando a máquina do partido dentro da máquina do governo, é o que nos anos 30 se chamava de Estado Total. Estado Total é a Alemanha nazista“, afirmou.”
(fonte)

Documentário

yuri vieira (SSi), 1:13 pm
Filed under: Política, amigos, cinema, meio ambiente
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Ontem, o Pedro Novaes finalizou - com ajuda da Aline Nóbrega e pentelhação minha - a primeira versão, com vinte minutos, do documentário resultante da nossa viagem à Chapada dos Veadeiros. (A versão final incluirá outros dois parques nacionais.) Com argumento, direção e roteiro dele, devo dizer que ficou ótimo. O vídeo trata da relação difícil entre os Parques Nacionais, encabeçados pelo famigerado IBAMA, e a população do entorno. Há depoimentos bem interessantes. A tônica geral é: o povo reconhece a necessidade de se conservar o meio-ambiente, mas o Estado(IBAMA) não é lá muito aberto às necessidades e à opinião das populações locais. Bem, pelo menos é o que senti. O pedro certamente falaria melhor do assunto.

Wednesday, 4 de May de 2005

Patente

yuri vieira (SSi), 4:07 pm
Filed under: Umbigo, especulativas
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Falcon
Fico bastante chateado quando me lembro que, hoje, eu deveria ser um milionário. Explico: em fins dos anos setenta, eu costumava atirar meu Falcon pela janela do quarto - morávamos num sobrado em São Paulo - com as pernas presas a um elástico comprido, o mesmo que meu pai usava para impulsionar seu aeroplano (um aeromodelo sem motor). Se eu soubesse que, mais tarde, o tal bungee jump viraria um esporte radical, teria patenteado minha invenção e, agora, bem, agora estaria montado na nota. Como toda invenção, essa também nasceu de uma preguiça: eu não agüentava mais descer as escadas para buscar meu Falcon cada vez que o fazia saltar de pára-quedas. E, quando um dia o pára-quedas não abriu, vi que o vai-e-vem do elástico era muito mais divertido. Será que, caso eu encontre uma foto da época, ainda poderei registrar a tal patente? Poderei? :(

Armas Again

yuri vieira (SSi), 3:49 pm
Filed under: Cotidiano, Política
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Deu n’O Popular(gyn) de hoje: “Gleison Isaías Nunes bateu a viatura no carro de André Ricardo Barbosa, que queria chamar a perícia. Após a discussão, o soldado encostou sua arma na boca dele e disparou. O PM perdeu o cargo e cumprirá pena em regime fechado”. Eu pergunto: o famigerado desarmamento desarmará também os policiais? E os juízes? (Vide o caso do super-mercado cearense.) Eu acho que deveria, deixando armados apenas os bandidos, afinal, parecem ser os únicos que usam tais objetos coerentemente com sua posição na sociedade…

O Exorcista na Casa do Sol

yuri vieira (SSi), 2:50 pm
Filed under: Avisos, escritores
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Clique aqui e saiba como foi assistir ao filme O Exorcista, na Casa do Sol, acompanhado pela escritora Hilda Hilst, pelo poeta, ex-professor de Oxford e ex-detento da ilha do diabo inglesa, Bruno Tolentino, e mais quinze cães.

Tuesday, 3 de May de 2005

Bate-bola

yuri vieira (SSi), 11:29 pm
Filed under: Cotidiano, Umbigo
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clovis.jpgEu estava revendo a foto da entrada anterior e, graças às burcas, me lembrei do Clóvis ou, como as crianças costumavam chamar, dos Bate-bolas. Eram uns palhaços sinistros, com máscaras indefinidas ou de caveiras, que, durante o carnaval, saíam pelos subúrbios do Rio de Janeiro a assustar as crianças. Sempre passávamos as férias de final de ano e os feriados curtos na casa dos meus avós paternos, em Guadalupe, bairro onde, segundo dizem, morou o Caetano Veloso logo que chegou ao Rio. Guadalupe ainda era um bairro tranqüilo, pacato, sem a bagunça e a violência atuais. Brincávamos sempre na rua, exceto quando passavam os bate-bolas. Morríamos de medo. Eles andavam com bolas de couro presas em cordas, e as atiravam contra os portões das casas, apitando horrivelmente por baixo das máscaras. Corríamos gargalhando de pavor. Ouvi dizer que, hoje em dia, não apenas as crianças temem esses caras. Agora, muitos ladrões se fantasiam de Clóvis no Carnaval. O medo, que antes era apenas uma ilusão infantil, tornou-se mais uma triste realidade.

P.S.: É claro que, segundo acabo de descobrir, já havia uma comunidade no Orkut sobre esses monstrengos…

Al Friends

yuri vieira (SSi), 9:37 am
Filed under: Humor, Religião
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Mulheres sendo espancadasNem Al Quran, nem Antigo Testamento. A melhor maneira de educar esses fundamentalistas islâmicos - no que se refere à relação entre os sexos - é bombardear seus países com caixas contendo dois, e somente dois, explosivos ítens: um aparelho de DVD e a coleção completa de todas as temporadas do Friends. Isto corroeria, com muito mais vigor, qualquer atitude inamistosa entre os gêneros. Veja o testemunho dessa tal Jutta e saiba o porquê dessa necessidade urgente.

FaithFreedom

yuri vieira (SSi), 9:04 am
Filed under: Religião
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Desfile infantilTá, eu sei. Você irá me dizer que a Igreja Católica já fez coisas tão ruins quanto. E, embora eu tenha sido batizado e tenha feito a Primeira Comunhão - da qual tenho ótimas lembranças - não posso dizer que eu seja um católico de verdade, já que não freqüento missas. (Tá, essa também foi infeliz: “freqüentar missas”. Mas você entendeu.) Contudo, continuo achando que, nos dias de hoje, o catolicismo é ainda a religião mais próxima do universal. Porque o islamismo… puts! por mais que me falem bem dele, só me vem à cabeça as imagens da galeria do FaithFreedom.org

Monday, 2 de May de 2005

Tio quase zen

yuri vieira (SSi), 8:19 pm
Filed under: Cotidiano, Humor
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Se meu tio Paulo não fosse um cara tão esquentado quanto eu, seria um grande mestre zen. Acho que você conhece a anedota dos monges e do gato, não é? Monges de dois mosteiros diferentes discutiam sobre a posse de um gato. Uns diziam que o gato era deles porque havia nascido em seu mosteiro, os outros diziam que não, que o gato era deles porque eram eles que o alimentavam. Nisto, vinha passando um mestre zen muito respeitado por todos. Pegaram-no para juíz e lhe explicaram a situação. Ele, ao terminar de ouvir as partes, deu um salto no ar, desembainhou a espada e cortou o gato em dois. “Pronto”, disse, “cada grupo fica com sua parte…” A conclusão de praxe no zen-budismo é aquela lenga-lenga estilo Matrix: este mundo é uma ilusão e não vale a pena apegar-se aos fenômenos, etc. e tal. Bom, agora meu tio. Minha vó Maria - a mesma do Cu do Capeta - certa vez passou toda uma semana pedindo ao meu tio que colocasse um novo cabo numa panela de que ela muito gostava. “Mas, mãe, essa panela tá muito velha, tem mais de vinte anos, tá toda amassada, sem cabo… Deixa que eu compro outra.” E ela: “Não, essa panela é tão boazinha, arruma ela.” Meu tio comprou uma panela nova e ela continuou insistindo que ele consertasse a antiga. “Tá bom, mãe, vou arrumar essa bosta”, disse, irritado. E, então, pegou uma espingarda calibre 22, automática, foi ao quintal e deu uns quinze tiros na panela.

Arma por livro

yuri vieira (SSi), 7:47 pm
Filed under: Cotidiano, livros
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Numa bienal de livros, me deparo com estranho estande onde se vê um grande recepiente cheio de armas coloridas de brinquedo. Na entrada, a placa: “Troque sua arma de brinquedo por um livro”. Penso: será que essa gente realmente acredita que a violência brota dos objetos e não do obscuro interior humano? Realmente crêem que, tirando um brinquedo de uma criança, a tornará uma pessoa melhor? Não duvidaria nada se, em troca de uma pistola vermelha, cheia de luzes brilhantes, essa gente não daria um exemplar de O Capital pra molecada… Se eu fosse criança, teria ido até lá, com meu livrinho vermelho na mão, e exigido que o trocassem por uma arma laser. Armas de espuleta, de setas, etc. sempre foram meu brinquedo favorito e isso não me tornou um monstro ou uma pessoa violenta. Pobre gente de miolo mole! São todos tão cheios de boas intenções, tão convictos de que há um complô das armas - e só delas - contra a humanidade!

Simenon

yuri vieira (SSi), 7:02 pm
Filed under: escritores, literatura, livros
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Qualquer um que tenha, digamos, a ousadia de - após a publicação de seu primeiro livro - se auto-intitular escritor - eu por exemplo - não pode senão ficar envergonhado diante da informação de que Georges Simenon escreveu, ao todo, “75 romances e 28 contos com seu mais célebre personagem (Maigret), além de 120 romances psicológicos, 200 romances populares, alguns livros de memórias e inúmeros artigos jornal”. E o pior é que o cara recebeu a maior consideração da parte de seus colegas:
(Continua…)

Greenhalgh

yuri vieira (SSi), 6:44 pm
Filed under: Política
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Recebi o texto abaixo da minha amiga GataLôca:

O SÍMBOLO DA FALTA DE ESCRÚPULO

P: Vocês sabem quem é o advogado que representa todas as causas de pedido de indenização às “vítimas da ditadura militar” no Brasil?
R: O Sr. Luis Eduardo Greenhalgh.

P: Vocês sabem qual a participação ou “taxa de sucesso” do Sr. Greenhalgh em cada indenização concedida?
R: 30%

P: Vocês sabem qual o lucro obtido até agora pelo Sr. Greenhalgh com a máquina de indenizações que montou com conivência do Planalto?
R: Cerca de R$ 900.000.000. Sim é isto mesmo que vocês leram, 900 milhões de reais!
(Continua…)

Província

yuri vieira (SSi), 9:51 am
Filed under: cinema, exteriores, interiores
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Continuo procurando loucamente uma cópia da carta “From New York to Paulo Francis”, escrita pelo Glauber Rocha, aliás engraçadíssima, na qual ele explica porque Nova York é, como toda grande cidade, um mero agrupamento de cidades do interior, de tribos e pequenas províncias. Depois ele fala de grandes criadores que nunca botaram o pé fora de seus países e da roda-viva dispersante que tais viagens podem efetivamente ser. Se alguém tiver uma cópia dessa carta, por favor, me envie porque há anos não consigo encontrar a que eu tinha. Sempre achei o Glauber melhor escritor que cineasta.



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